sexta-feira, 13 de agosto de 2010


poderia ser em outros passos...
poderia ser no compasso das palavras que não hesitou dizer.
sem levar na ousadia a utopia de viver.

poderia ser em pedaços...
em metade arrancada, revirada na pagina, repartida em dois...
poderia ser no regaço...
do ultimo gole que deixou por não tragar.

quem espera ver passar?
feito uma criatura...
a pintura desperta encantos?
proibidos, recatados, recolhidos...
...desatado o seu vestido
o sangue estanca!

ante, arde ente.


Amargo...
o gosto d'agua...

ardente e tanto...
goela a baixo...
era ela...

e a fritura e pronto.











eu tive a impressão que essa situação eu já vivi
naquela ocasião, se tivesse razão pagava pra ver

que vez por outra ver pra crer 
e crer que outra vez ali já posto 
me vi pular de costas, perder a aposta que não fiz

não há no ar quem possa, como pássaros dar voltas 
rumo ao precipício, sem princípios sem razão

libido castigo, o crime pasmo
feito o filho, feito casto, um fado pra lhe carregar

não...nem tem porre nem
tem porra  nem
um trago tem
um gole.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Estalo


 ...
um estalo...
um estalo distante diante dali...
um estalo adiante...

A alegria corria solta...
deitada na cama dançando ciranda e querendo ficar.
Era a dona da casa, não de Maria, mas de toda a quadrilha que vinha avisar no canto
na prosa e no pranto que era rodar.
De relance um estalo...
um isqueiro, um disparo certeiro, a sede salpicada em rugas, na ferrugem, no tempo...
Era de ser lamento se não fosse cruzar tortas, fustigadas linhas, na palma cigarro,no jeito que dá.